Nunca é demais falar sobre autismo

Uncategorized07/06/2025184 Visão

É muito comum reconhecermos as fitas ou laços coloridos usados a cada mês para chamar atenção da sociedade para temas importantes na área da saúde que merecem conscientização. Creio que muitos sabem o que é o Setembro Amarelo, o Outubro Rosa, o Dezembro Vermelho… Mas vocês sabiam que o TEA – Transtorno do Espectro Autista, também tem uma fita muito especial? Sim, esta fita é formada por um quebra-cabeça colorido e seu significado remete ao contexto da síndrome. Além da fita, a cor azul também é simbólica.

O quebra-cabeça: representa a complexidade do Espectro; As diferentes cores e formas: indicam a diversidade de pessoas e famílias que vivem com esta síndrome; A vivacidade das cores: remete aos avanços e a esperança de compreender melhor o Transtorno ao longo dos anos; A cor azul: representa a maior incidência de casos no sexo masculino;

Uma grande questão para os envolvidos é quando e como diagnosticar o TEA. Então, vamos lá! De modo geral o diagnóstico é realizado na infância, os sinais, frequentemente, evidenciam-se antes dos três anos de idade. Contudo, não é incomum que o diagnóstico ocorra apenas na idade adulta, pois como designa o termo “espectro” são muitas as variáveis combinadas individualmente que levam a confirmação da síndrome.

 Atualmente, temos uma classificação baseada em Níveis de Suporte. Estes níveis são uma espécie de gravidade da síndrome, do mais leve ao mais severo: Níveis 1, 2 e 3. Isso presume que muitos pacientes necessitam de apoio, outros de apoio substancial e outros, ainda, de apoio muito substancial, por isso que enfatiza-se tanto na complexidade desta condição e na individualidade do diagnóstico.

Temos pacientes altamente funcionais, conseguem independência, estudam, trabalham, porém mesmo nestes casos estes apresentam sofrimento e prejuízos porque fazer tudo isso exige grande esforço.

Diante disso, como diagnosticar? Este pauta-se na observação do comportamento ao longo da vida do paciente e em todo histórico clínico, geralmente o diagnóstico envolve uma equipe multidisciplinar, bem como o tratamento, incluindo médicos e psicólogos, por exemplo.

Embora não haja cura para o autismo, intervenções precoces e abordagens terapêuticas individualizadas podem ajudar a melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

 Como Médica Psiquiatra acredito que nunca é demais falar sobre o Autismo, pois esta é uma forma de promover a inclusão, o respeito e a aceitação da diversidade, itens essenciais para construir uma sociedade mais acolhedora. Assim, como profissional, estou aqui para fornecer apoio, orientação e recursos para aqueles que vivem com autismo e suas famílias.

Dra. Rafaela Peixe  – Psiquiatra CRM/RS 4505 | RQE 38110

(Foto Marlon Fotgrafias) 

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